As três perguntinhas

Quando as pessoas ficam sabendo sobre este meu ‘intenso interesse’ pelo Japão (quase uma obsessão para algumas), frequentemente sou obrigado a responder três perguntinhas, que somente variam a ordem, mas são sempre as mesmas:

“PORQUE?”

Esta é a mais difícil. Nem uma vida de terapia me revelaria o motivo pelo qual viajo sempre que posso para o Japão, o porque de colecionar filmes japoneses de todas as épocas, o porque de escolher me dedicar a estudar a língua e a cultura e ter uma biblioteca de bom tamanho, com livros escritos por japoneses ou sobre o Japão. Seria fácil dizer que sou um japanófilo, mas a melhor resposta e a mais próxima da verdade é que os melhores dias da minha vida são aqueles que passo no Japão, e qualquer outro assunto me parece pouco interessante se comparado ao Japão.

“ENTÃO VOCÊ É JAPONÊS DE CORAÇÃO?”

Não. Meus valores e crenças são de um brasileiro (sem orgulho, ok?), penso e só consigo agir como um, mesmo quando isso me aborrece.

“VOCÊ GOSTARIA DE TER NASCIDO NO JAPÃO?”

Acho que os japoneses pagam um preço muito alto para viver em uma sociedade tão formatada e repleta de códigos sutis e que devem ser seguidos sem questionamentos. Dou muito valor à minha indiscrição, aos meu comportamento condenável, meus maus modos, minha opção por rebelar-me e de não me calar, mesmo quando pareço um tolo. Sendo assim, esta última pergunta eu tenho que responder que não, por mais estranho que isso possa parecer.

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